O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou o julgamento do recurso que pode levar à cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC) por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2022. A sessão está prevista para a próxima quinta-feira, dia 5, e envolve a coligação Bora Trabalhar, formada por PSD, Patriota e União Brasil. O processo foi ajuizado após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina que rejeitou a cassação e arquivou o caso em 2023.
A ação sustenta que a campanha de Seif recebeu doações irregulares de empresários e de uma entidade sindical, com apoio financeiro não declarado à Justiça Eleitoral. Entre as acusações estão o uso de aeronaves para deslocamentos de campanha, a estrutura de comunicação e logística da rede de lojas Havan e o financiamento de propaganda por meio de um sindicato. O senador nega irregularidades.
Também são alvos da ação os suplentes da chapa, Hermes Artur Klann e Adrian Rogers Censi, além dos empresários Luciano Hang, proprietário da Havan, e Almir Manoel Atanazio dos Santos, ligado ao setor calçadista e à entidade sindical citada.
Quem está envolvido
O andamento envolve o senador Jorge Seif e os suplentes Hermes Klann e Adrian Censi. Também aparecem como réus empresários ligados à rede Havan e ao setor calçadista. O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela condenação, afirmando desequilíbrio na disputa.
Andamento processual e próximos passos
O processo ficou paralisado em 2024, até o relator Floriano de Azevedo Marques determinar diligências para ampliar as provas. Com a conclusão dessa fase, o caso voltou à pauta do TSE. Caso haja condenação, o mandato pode ser cassado com posse de suplente ou novas eleições; absolvição implica arquivamento.
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