Patagonia enfrenta incendios forestales que já devastaram uma área superior ao dobro do tamanho de Buenos Aires, gerando críticas às medidas de austeridade do governo de Milei, que reduziram recursos de prevenção e combate.
O governo argentino anunciou, na quinta-feira, estado de emergencia nas províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa para facilitar liberação de verbas de resposta aos incêndios.
Os focos estão concentrados em Chubut, onde ventos fortes e altas temperaturas dificultam o combate. Já foram queimados mais de 110 mil acres (44,5 mil hectares), segundo autoridades locais. A temporada começou em dezembro.
Milhares de hectares já foram consumidos pelo fogo aquando das queimadas. A área total supera os cerca de 80 mil acres queimados no mesmo período do ano passado, segundo organizações ambientais.
Contexto fiscal e ambiental
O governo Milei implementou cortes de gastos considerados “acentados” para reduzir o déficit, incluindo reduções no custeio do manejo de incêndios. Dados de FARN apontam queda de 71% no orçamento do Serviço Nacional de Gestão de Incêndios em termos reais.
A pasta de Segurança informou que destinará cerca de 69 milhões de dólares para reforçar o combate às chamas. Ativistas ambientais, por sua vez, ressaltam que mudanças climáticas elevam o risco de incêndios na região.
Organizações independentes dizem que as queimadas já superaram o registro de eventos do ano anterior e destacam a necessidade de protocolos de prevenção e resposta mais robustos, especialmente diante de eventos climáticos extremos.
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