O juiz Marcos Antônio de Moura Brito, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, anulou o congresso municipal da Rede Sustentabilidade realizado no Rio em fevereiro do ano passado. A decisão também invalida os encontros estadual e nacional da sigla, que tinham consagrado a vitória de um aliado de Heloísa Helena.
Brito apontou irregularidades graves nos processos de convocação, credenciamento e votação do encontro municipal. Entre os problemas estão prazo de divulgação, uso excessivo de redes sociais como única forma de convocação, falhas na verificação de identidade dos participantes e registro de assinaturas de pessoas ausentes.
A ação partiu da ala ligada a Marina Silva, que alega manobras para restringir espaços de deliberação interna e intervenções em diretórios. A vitória em Belo Horizonte, com Paulo Lamac, aliado de Heloísa Helena, também é citada como elemento de mudança no comando.
Contexto das disputas internas
A controvérsia envolve o eixo entre as alas de Marina Silva e Heloísa Helena, com divergências sobre a linha política da Rede. Marina defende o ecossocialismo, enquanto Heloísa sustenta uma leitura vinculada ao ambientalismo aliado a mudanças no sistema econômico.
O desdobramento pode alterar a composição do comando da Rede em diferentes níveis. A direção nacional afirmou que não foi notificada da decisão, mas garante compromissos com lisura, transparência e democracia, e anunciará recursos conforme cabimento.
Próximos passos
A decisão é passível de recurso, o que pode suspender seus efeitos ou redefinir alocações internas da sigla. A Rede também informou que continuará atuando de forma institucional, buscando manter a continuidade das atividades partidárias. Monitores reforçam o cuidado com o processo democrático interno.
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