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O alegado apagamento civilizacional ocorre nos EUA

Expansão do poder estatal nos EUA ameaça liberdades civis e a independência de instituições, colocando em risco a democracia ocidental

U.S. President Donald Trump speaks to journalists as he attends the world premiere of Amazon MGM Studios' "Melania" at the Kennedy Center in Washington on Jan. 29.
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O artigo analisa como a segunda administração Trump tem avançado para ampliar o poder do Estado, e como isso pode minar a tradição de limitar a autoridade governamental no Ocidente. O texto sustenta que o tema central não é identidade ou religião, mas a capacidade de frear o Estado por meio de instituições independentes.

Segundo o texto, em Minneapolis dois cidadãos foram mortos ao exercitar o direito de expressão. Em várias cidades, agentes federais atuam encapuzados, em veículos sem identificação, realizando prisões sem mandado judicial, gerando percepção de policiamento autoritário.

A reportagem aponta que o governo tem utilizado seus poderes de forma agressiva, retardando decisões judiciais e, por vezes, desrespeitando decisões de tribunais de modo quase de fato. Esse quadro é apresentado como um ataque à sociedade civil.

O texto descreve investidas contra organizações da sociedade civil, universidades, imprensa e empresas privadas. A investigação contra instituições associadas a George Soros é citada como exemplo de criminalização de grupos que o governo não apoia politicamente.

Também é destacado o impacto sobre a profissão jurídica, com ameaças a firmas de advocacia, controles de acesso a prédios federais e insinuacoes de consequências por representar determinados clientes. A matéria sugere erosão das garantias processuais.

Universidades seriam alvo de investigações e condicionalidades de financiamento, segundo a leitura do texto. O governo seria capaz de impor concessões políticas a instituições consideradas independentes, sob o uso de recursos públicos.

A atuação da imprensa é descrita como pressionada por meio de processos e ações regulatórias, com casos citados de ações federais que teriam motivação política. Em agosto, uma decisão de tribunal avaliou possível violação de direitos de expressão.

O artigo aborda também o uso de ferramentas de segurança interna contra dissidentes, como propostas de classificar grupos antifa como organizações terroristas estrangeiras, o que poderia ampliar o alcance da definição de apoio a terrorismo.

No conjunto, o texto sustenta que a grande força do Ocidente está em instituições que limitam o poder e protegem direitos, não em identidade ou símbolos. O autor argumenta que a erosão das tradições institucionais representa a verdadeira ameaça ao Estado de direito.

Por fim, a matéria afirma que a erosão não ocorreria apenas na Europa, mas nos Estados Unidos, onde o poder estatal pode se tornar mais indiscriminado e menos sujeito a freios legais, segundo a leitura apresentada. O texto é divulgado como análise de Fareed Zakaria, originalmente publicado no Washington Post.

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