O governo de Donald Trump informou que, em seu primeiro ano no cargo, atingiu recordes históricos de expulsões e deportações de migrantes. Segundo o DHS, foram cerca de 675 mil deportações forçadas, em meio a quase 3 milhões de imigrantes que deixaram os EUA por pressões da política migratória.
A administração destaca que o saldo inclui deportações formais, devoluções administrativas e retornos na fronteira, sem desagregar os tipos. Analistas questionam a verificação independente dos números e sugerem que a métrica depende de definições legais distintas.
Pelo menos duas cifras costumam aparecer em comparações: o total de imigrantes que deixaram o país, incluindo saídas voluntárias, e as deportações formais com ordem judicial. Institutos como o MPI ressaltam a falta de transparência na classificação usada pelo governo.
Entre as mudanças promovidas, a política de interiorização das detenções foi ampliada. Com menos encontros na fronteira devido à queda de viajantes, tropas passaram a atuar mais no interior, realizando detenções rápidas sem processo completo, segundo especialistas.
Um caso citado é o de Juan, que pediu asilo com visto de trabalho e foi detido em Pensilvânia após uma visita de agentes a seu local de trabalho. Ele afirma ter apresentado documentos, mas foi deportado para a República Dominicana, deixando esposa e filhos nos EUA.
Apoiado por dados de 2024 e 2025, o governo afirma que a atuação se concentrou em irregularidades administrativas e violação de papéis, e que a aplicação de leis migratórias passa a ocorrer com mais rigor dentro do território nacional do que nas fronteiras.
Especialistas observam que, sob administrations anteriores, as deportações formais com ordem judicial eram mais comuns e tendiam a priorizar criminosos, residentes de longa data e a preservação de famílias. A abordagem atual é alvo de debates sobre devido processo e critérios de elegibilidade.
Em 2013, durante o governo de Barack Obama, houve recorde formal de 433 mil expulsões com ordem judicial, conhecidas como deportações formais. Hoje, a diferença entre números não é apenas quantitativa, mas envolvendo definições legais, procedimentos e critérios de seleção.
Conforme analistas, o recuo de encontros fronteiriços com a política de fechamento reduziu detenções na fronteira e transferiu operações para o interior, ampliando a atuação do ICE. A avaliação é de que as deportações totais sob Trump refletem novas práticas, não apenas volumes.
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