O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), não conseguiu decolar sua candidatura presidencial e fragiliza a própria sucessão no estado. O ritmo da pré-campanha esbarra na relação com o vice, Mateus Simões, que migrou do Novo para o PSD buscando fôlego político e estrutura de campanha.
A desagregação ocorre em meio a críticas sobre uso de avião oficial para compromissos de pré-campanha, reveladas por reportagem de O Globo em 18 de janeiro. O levantamento aponta gasto de combustível próximo a 1,5 milhão de reais e gerou representações da oposição.
Além disso, o cenário dificulta a transição de Zema para um palanque mineiro competitivo. Simões aparece como ativo estratégico, porém sem respaldo suficiente para consolidar o governo, especialmente diante da distância de pesquisas com nomes como Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Alexandre Kalil (PSB).
Contexto político
Zema tenta ampliar presença nacional desde o lançamento da pré-candidatura. Levantamento recente indica que 27% das agendas oficiais ocorreram fora de Minas, com 41 compromissos externos envolvendo bancos, empresários e painéis políticos. O governo funciona, assim, como vitrine itinerante.
Simões, por sua vez, deixou o Novo e ingressou ao PSD na busca por tempo de TV, verba de campanha e estrutura partidária. A estratégia visa viabilizar a sucessão, mas o entusiasmo entre aliados ainda é limitado e o cenário interno do PSD está em reorganização.
Desenho de alianças
Na prática, o afastamento de Zema empurra Simões a um dilema: subir no palanque do atual governador ou apoiar candidatos do próprio PSD. O quadro nacional envolve disputas dentro da coalizão de direita, com o PL tratando Zema como opção de vice, o que pode afetar a candidatura de Simões.
Minas, maior colégio eleitoral fora de SP, continua a ser peça-chave para cenários nacionais. A instabilidade interna de Zema alimenta dúvidas sobre a capacidade de transferência de votos para o seu candidato à presidência e, ao mesmo tempo, para o próprio vice.
OPT: sem conclusão, apenas informações.
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