O Senado instalou um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos para acompanhar as investigações sobre irregularidades atribuídas ao Banco Master. A criação partiu do presidente da CAE, Renan Calheiros, e a definição de atuação prevê visitas a autoridades de órgãos públicos e depoimentos.
O GT terá poder para convocar autoridades, aprovar requerimentos de informação e sugerir propostas legislativas. Além de Renan, integram o grupo 12 parlamentares de diferentes matizes partidários, com o objetivo de acompanhar desdobramentos após o acordo aprovado pelo Congresso.
O grupo poderá realizar visitas institucionais ao STF, ao Banco Central, ao TCU e à Polícia Federal, conforme o planejamento. A expectativa é que a atuação comece após tramitar pela Câmara e pelo Senado, com quatro titulares e quatro suplentes a serem indicados.
Grupo de Trabalho: composição e objetivos
Entre os integrantes, estão parlamentares de diferentes estados e legendas, como MDB, Republicanos, PT, PP, PDT, PL e outros. A ideia é manter um canal aberto com a sociedade para recebimento de dúvidas e ajustes, e facilitar interlocuções com ministérios.
Segundo o senador Nelsinho Trad, o GT funcionará como ponte de comunicação com a sociedade e com os ministérios, buscando maior transparência sobre as investigações. O grupo atuará no âmbito da CAE para acompanhar os desdobramentos do tema Master.
CPI do Master e encaminhamentos
Parlamentares pressionam pela instalação de uma CPI para apurar fraudes financeiras do Banco Master. Um pedido de abertura de CPI foi protocolado, enquanto a Câmara sinalizou fila de outros 15 requerimentos antes de decidir. Também tramita um pedido de CPMI com apoio de centenas de parlamentares.
A abertura da CPMI depende da leitura do protocolo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, em sessão ainda sem data prevista. A CPMI, caso instalada, poderá funcionar de forma imediata a partir da formalização.
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