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Junta de Mianmar planeja superórgão para ampliar controle do governo

Junta de Myanmar cria Conselho Consultivo União para controlar forças armadas e governo civil, abrindo caminho para Hlaing tornar-se presidente com domínio militar

Myanmar's junta chief Senior General Min Aung Hlaing, who ousted the elected government in a coup, presides at an army parade on Armed Forces Day in Naypyitaw, Myanmar, March 27, 2021.
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O regime militar do Mianmar anunciou a criação de um novo órgão para supervisionar tanto o exército quanto a administração civil, sob organização de um Conselho Consultivo Unificado de cinco membros. A medida ocorre poucos dias após a conclusão de uma fase final de eleições, em meio a críticas internacionais e a um giro institucional que consolida o poder dos militares.

O objetivo declarado é ampliar o controle sobre segurança nacional e o processo legislativo, segundo especialistas. Analistas afirmam que o órgão pode funcionar como um “superórgão” acima dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mantendo o domínio do atual chefe militar, Min Aung Hlaing.

Min Aung Hlaing tomou o poder por meio de um golpe em 2021, derrubando um governo civil liderado pela vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. Desde então, o país enfrenta um conflito armado de alta intensidade e mais de 93 mil mortes, segundo o Armed Conflict Location & Event Data Project.

A imprensa estatal não explicou a motivação da criação do Conselho, que será composto por cinco integrantes. Duas fontes jurídicas indicam que o órgão pode permitir que Hlaing venha a ser presidente sem perder o controle sobre o exército e sobre a administração civil, além de influenciar a legislação.

Especialistas alertam que o Conselho pode reduzir a capacidade de frear decisões do comando militar, sem existirem mecanismos claros de responsabilização. Contudo, a oposição jurídica aponta que a estrutura pode inviabilizar futuras lideranças que tentem limitar o poder militar.

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