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STF analisa validade de regras para uso de redes sociais por magistrados

STF analisa a validade da resolução do CNJ sobre uso de redes sociais por magistrados, equilibrando liberdade de expressão e decoro no cargo

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com estátua da Justiça em destaque. — Foto: Divulgação/STF
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Em primeira sessão de trabalho, STF analisa a validade de regras sobre uso de redes sociais por magistrados. Ministros discutem norma de 2019 do CNJ que estabelece recomendações de conduta e proibições para juízes.

O julgamento começou nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, no STF, em Brasília. A análise envolve duas ações movidas pela AMB e pela Ajufe, que alegam violação de liberdades de expressão.

O relator é o ministro Alexandre de Moraes. A sessão de hoje retoma o tema após a abertura do ano Judiciário, ocorrida na segunda (2).

Regras do CNJ

A resolução de 2019 busca compatibilizar a liberdade de expressão com deveres do cargo. Entre as diretrizes estão decoro, moderação e conduta respeitosa em redes.

Também se destaca a orientação para não usar a marca do sistema de Justiça como identificação e evitar autopromoção ou superexposição.

Os magistrados devem evitar compartilhar conteúdos sem veracidade ou apoiar informações duvidosas, para evitar fake news.

A norma proíbe manifestações sobre processos pendentes ou opiniões políticas, entre outras condutas.

Processo e andamento

A defesa aponta que as regras ferem princípios de liberdade de pensamento. Moraes votou pela rejeição dos pedidos, mantendo a validade da resolução.

O voto já contou com apoio de Fachin, Toffoli e Rosa Weber, em sessão virtual que passou a ocorrer presencialmente após pedido de destaque.

O debate segue com a análise de outros ministros, sem previsão de conclusão no momento.

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