A ministra do Planejamento, Simone Tebet, pediu nesta quarta-feira a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Ela afirma que não há como o ministro da Fazenda escapar dessa missão. O tema vem aos poucos ganhando espaço no cenário político paulista.
Tebet disse que Haddad precisa assumir a responsabilidade, destacando que o quadro da disputa não se fecha sem a participação dele. A fala ocorreu após um evento ligado ao combate ao feminicídio no Palácio do Planalto.
Haddad é apontado como favorito de Lula para enfrentar Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, que tenta a reeleição pelo União Brasil. A confirmação sobre a candidatura ainda não foi anunciada oficialmente.
O MDB, partido de Tebet, tem domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul e tende a indicar Tebet para o Senado em São Paulo, movimento que exigiria mudança de legenda. O MDB deve apoiar a reeleição de Tarcísio.
Tebet também já recebeu convite para filiação ao PSB, conforme relatos para ampliar o campo de apoio a Haddad no estado. A articulação envolve alianças entre partidos da base governista.
Gleisi Hoffmann, da área institucional do PT, reforçou a cobrança pela candidatura de Haddad, sugerindo que o ministro da Fazenda participe da corrida. Camilo Santana, da Educação, disse que Haddad não pode decidir sozinho.
Segundo apuração, Haddad deve deixar a Fazenda ainda neste mês para se dedicar à campanha. A definição sobre qual cargo disputará ainda não tem data definida para ocorrer.
A decisão de Haddad sobre a candidatura depende de negociações internas e aliança com aliados no estado. O cenário aponta para uma ofensiva coordenada entre PT, PSB e outras siglas da base.
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