Ações do governo australiano sobre o patrimônio de defesa enfrentam resistência. A Defesa planeja vender mais de 60 propriedades históricas, com potencial de levantar até 3 bilhões de dólares, para liberar espaço para outras prioridades. A notícia foi anunciada nesta quarta-feira.
Partes envolvidas questionam o plano: RSL, oposição federal e deputados locais apontam dúvidas sobre a necessidade de venda e impactos a longo prazo. O governo afirma que valores serão revertidos para defesa, com foco em eficiência.
Segundo o anúncio, as vendas devem resultar em até 1,8 bilhão de dólares de receita, com imóveis como bases, sítios de treino, galpões e terrenos sem valor estratégico. Entre os ativos listados estão Victoria Barracks, em Melbourne, Sydney e Brisbane.
Entre os sítios de maior destaque estariam Victoria Barracks em várias cidades, áreas de Sydney Harbour e um grande sítio de munições em Maribyrnong, no oeste de Melbourne. A análise recomenda a venda de 68 locais.
Reação política e critérios
O ministro da Defesa, Richard Marles, afirmou que os recursos serão destinados à defesa, mantendo o foco em melhoria de infraestrutura. O governo destaca que não planeja priorizar a venda de moradias naquele processo.
Líder da oposição e críticos sugerem cautela, afirmando que ativos podem evitar impactos na formação de militares. A discussão envolve também proteção de patrimônio histórico em áreas como Victoria Barracks.
Perspectivas e debates locais
O presidente da RSL ressaltou a necessidade de modernizar a infraestrutura, mas pediu avaliação cuidadosa, principalmente quanto à preservação de sítios históricos. Projetos anteriores de venda geraram controvérsias em Sydney e Victoria.
Vários atores locais enfatizam usos alternativos para os locais, como moradia popular, espaços culturais ou áreas verdes, desde que haja salvaguarda do patrimônio. O governo anuncia que o uso específico será considerado após a transferência ao Departamento de Finanças.
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