Lula criticou o Conselho de Paz proposto por Donald Trump e afirmou que o Brasil só participaria se a Palestina estivesse envolvida e o foco fosse reconstruir Gaza. Em entrevista ao UOL, o presidente ressaltou que a ideia de transformar o programa em um resort não atende aos objetivos de paz.
O presidente destacou que o Brasil tem interesse em integrar o grupo, desde que haja participação palestina e que a reconstrução seja efetiva. Em tom firme, questionou quem ficará responsável por reconstruir casas, hospitais e estabelecimentos danificados. A fala foi feita na entrevista conduzida pela colunista Daniela Lima.
Lula confirmou viagem a Washington na primeira semana de março para encontro direto com Trump, sem assuntos proibidos, exceto a soberania do Brasil, que ele considerou sagrada. O governo brasileiro ainda não divulgou detalhes da agenda local da visita.
Sobre o caso envolvendo seu filho, Lulinha, o presidente contou ter conversado com ele a respeito das investigações. Ele disse ter alertado que haverá consequências se houver envolvimento em fraudes contra aposentados, conforme as apurações em curso.
A Polícia Federal investiga menções a Lulinha no esquema de descontos indevidos no INSS. Investigações apontam a possibilidade de participação dele como sócio oculto de um esquema descrito como envolvimento com uma amiga ligada à Operação Sem Desconto, realizada em dezembro. O relator da CPMI do INSS solicitou a quebra de sigilos de Lulinha.
No campo externo, Lula minimizou a prioridade do retorno de Nicolás Maduro à Venezuela. O foco, segundo ele, é fortalecer a democracia venezuelana e a vida do povo do país, mantendo a posição de que os governos venezuelano e norte-americano devem buscar entendimento.
O presidente afirmou ainda ter recebido Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do ex-ministro Guido Mantega. Compareceram ao encontro o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro Rui Costa, que conhecia Vorcaro. Lula disse que a visita envolve avaliação técnica e não envolve apoio político ao banco.
A fala do presidente reforça a linha de conduta institucional do governo: participação em fóruns internacionais com foco em paz, defesa da soberania brasileira e apuração rigorosa de denúncias envolvendo familiares de autoridades. O desdobramento das investigações segue sob sigilo de Justiça e apuração policial.
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