Lula sinalizou na entrevista com Daniela Lima que a manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente pode abrir espaço para novas leituras na montagem da chapa, sugerindo que Haddad e Alckmin têm um papel a cumprir na disputa por São Paulo. A mensagem aparece como uma indicação de que um dos dois pode enfrentar Tarcísio de Freitas pelo governo estadual.
No radar, nomes do MDB aparecem como opções para compor a chapa com Lula. Renan Filho, ministro dos Transportes, e Helder Barbalho, governador do Pará, são citados como perfil que poderia migrar de planos regionais para o cenário federal. Também surge a possibilidade de Simone Tebet, hoje no MDB, trocar o domicílio eleitoral para São Paulo.
Em São Paulo, o MDB já está alinhado com a reeleição de Tarcísio de Freitas, o que torna qualquer acordo com Lula improvável hoje. Caso ocorra, haveria efeito duplo: reforçar a propaganda petista e fragilizar a caravana tucana no maior colégio eleitoral do país. Haddad, em 2022, disputou o segundo turno, perdendo por 54,34% a 44,66%.
Caso Lula não leve a eleição, o objetivo apresentado é elevar o desempenho de um candidato que minimize a derrota no pleito nacional. Haddad foi o nome escolhido em 2022 para conduzir a campanha no maior colégio eleitoral, mas a vitória de Lula dependia do resultado em estados-chave.
Este texto não reflete a opinião do UOL.
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