O laudo médico da Polícia Federal sobre a saúde de Jair Bolsonaro conclui que o ex-presidente tem condições de permanecer na Papudinha, em Brasília, desde que haja melhoria no atendimento. A perícia foi tornada pública por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A PF afirma que, mesmo com controle clínico atual e protocolos de pronta resposta, há necessidade de otimizar tratamentos e medidas preventivas. O relatório destaca risco de complicações, especialmente eventos cardiovasculares, e recomenda acompanhamento especializado.
No documento, Bolsonaro é identificado com sete comorbidades: hipertensão, SAOS grave, obesidade, aterosclerose, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais. Moraes encaminhou o laudo à PGR e à defesa, fixando prazo de cinco dias para manifestação e eventuais complementos.
Defesa e pedidos
A defesa de Bolsonaro vinha defendendo a prisão domiciliar, mantendo atuação intensa para sensibilizar o STF. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro iniciou encontros com ministros para tratar do assunto, incluindo Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Segundo os advogados, a saúde e a idade (70 anos) do ex-presidente tornam o ambiente prisional incompatível com o seu quadro clínico, que requer acompanhamento médico contínuo. Exames anexados ao pedido apontam refluxo com esofagite, hipertensão, apneia do sono grave, câncer de pele e sequelas da facada de 2018.
A defesa informa que Bolsonaro conta com atendimento médico 24 horas na Papudinha, além de espaço para banho de sol e atividades físicas. Os documentos reiteram a necessidade de monitoramento, exames periódicos e medicações específicas para evitar intercorrências.
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