Rishi Sunak afirmou ser britânico, inglês e britânico-asiático como resposta à linguagem racista que ganhou espaço no debate público. A polêmica começou após um podcaster sugerir que ele não seria inglês por ser de ascendência sul-asiática.
Sunak falou ao ouvir perguntas sobre identidade em meio a investigações da Independent Commission on Community and Cohesion, com a participação de Sajid Javid e Jon Cruddas. A comissão busca promover coesão social após o episódio de violência em Southport.
A recente onda de falas duras foi alimentada por Konstantin Kisin, que alegou que Sunak não seria inglês por ser de pele morena. Suella Braverman também levantou dúvidas sobre a identidade de quem nasce no país, gerando contestação entre analistas políticos.
Matthew Goodwin, candidato do Reform UK na byelection de Gorton e Denton, não rejeitou a ideia de que britânicos de minorias étnicas poderiam não se reconhecer plenamente como britânicos. Sunak comentou que as diferenças identitárias não devem entrar em conflito com o conceito de ser britânico.
O ex-líder conservador relembrou o racismo vivido na infância em Southampton, destacando que tais lembranças ficaram marcadas. Ele ressaltou que experiências assim, embora menos comuns hoje, ainda existem e precisam ser enfrentadas.
Sunak defendeu que há mais a fazer para melhorar a coesão social e evitou que o país retorne a tempos em que o racismo era mais visível na rua e na TV. Ele mencionou também que a próxima líder do partido pode ser uma mulher negra criada na Nigéria.
O premiê Keir Starmer havia falado, em discurso recente, sobre valores britânicos e alertou para não permitir que políticas migratórias sejam exploradas por quem associa branco à identidade nacional. Sunak permanece como deputado de Richmond e Northallerton.
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