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CPI do Banco Master: o que falta para a comissão ser instalada

CPI do Banco Master ainda não instalada; resistência interna e calendário eleitoral atrasam a abertura, enquanto frentes alternativas avançam no Congresso

Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master ainda não saiu do papel no Congresso Nacional. Assinaturas já foram reunidas e requerimentos protocolados, mas dependem da vontade dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para avançar.

Parlamentares apontam que existem caminhos diferentes sendo discutidos: CPI exclusiva da Câmara, CPMI mista ou trabalho no Senado. Apesar do ritmo, a instalação depende de decisões formais e de uma janela de tempo, influenciada pelo calendário eleitoral.

Na Câmara, o pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg contabilizou 200 assinaturas, acima do mínimo de 171. Contudo, Motta afirmou que a CPI entrará na fila de outras cerca de 15 iniciativas que já aguardam apreciação.

Entre os entraves, parte dos parlamentares resiste à instalação imediata dos colegiados. A possibilidade de avanço depende de leitura do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para uma CPMI ou uma CPI no Senado. Líderes afirmaram que o tema pode ficar morno até após o Carnaval.

Movimento no Senado e a CAE

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre é apontado como chave para a leitura de uma CPMI com apoio de deputados e senadores. Enquanto não há decisão, a CAE instalou uma subcomissão para acompanhar investigações sobre o Banco Master. Ela não tem poder de quebra de sigilo, mas pode solicitar documentos sigilosos aos órgãos envolvidos.

O objetivo da CAE é atuar de forma complementar à eventual CPI, conforme afirmou o presidente da comissão, Renan Calheiros. Não se trata de substituir a apuração, mas de aprimorar o marco regulatório para investigações.

Caso Master: contexto e desdobramentos

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, após operações de alto custo de captação e investimentos considerados arriscados. O proprietário, Daniel Vorcaro, esteve envolvido em uma operação da Polícia Federal na véspera da intervenção.

A investigação envolve ainda indícios de fraudes na venda de crédito consignado para aposentados e pensionistas. Além disso, o caso alcança o BRB e outras instituições como Rioprevidência, ampliando o cenário de desdobramentos no sistema financeiro.

As frentes legislativas continuam ativas, com debates sobre a melhor forma de apuração e o momento adequado para instalar a CPI ou CPMI. Enquanto isso, parlamentares seguem cobrando respostas que impactam a vida de milhares de consumidores.

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