O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado, 7, em São Paulo, que a democracia brasileira é problemática e um tanto frágil, porque a classe dominante entende o Estado como propriedade. A declaração ocorreu durante o lançamento do livro Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum.
Haddad ressaltou que não é recomendável para um ministro publicar uma obra com forte conteúdo ideológico, sinalizando críticas à carga política presente no livro. Em debate, ele também comentou a experiência histórica da União Soviética, questionando aspectos autoritários em paralelo à teoria de Marx.
O ministro afirmou que não pretendia deixar o cargo antes da publicação do livro, justificando que a motivação para ingressar na política envolve buscar caminhos dentro do sistema. O volume reúne artigos produzidos durante mestrado em Economia e doutorado em Filosofia.
Livro e trajetória
A obra é descrita como uma coletânea de artigos desenvolvidos ao longo de sua formação acadêmica, com foco em reflexões sobre capitalismo e caminhos possíveis para a superação de conflitos econômicos. Haddad mencionou, ainda, que a leitura teve início de maneira gradual, antes de chegar à vida pública.
O discurso também revelou aspectos da vida pessoal do ministro, incluindo a origem familiar e as dificuldades iniciais de alfabetização, destacando a trajetória que o levou à atuação pública. A narrativa reforça um perfil de autodidatismo e superação.
Perspectiva política
Haddad não detalhou datas, mas sinalizou a intenção de atuar na campanha de Lula, mantendo, porém, o compromisso com o cumprimento de funções administrativas até promover mudanças no cenário político. O ministro encerrou mencionando planos de continuidade da atuação política ao lado do partido.
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