O segundo turno da eleição presidencial de Portugal ocorre neste domingo, com foco em frear a candidatura de direita radical. A votação acontece após o primeiro turno de 18 de janeiro, quando António José Seguro, do PS, ficou à frente, e André Ventura, do Chega, ficou em segundo. O pleito é marcado pela tentativa de evitar a ascensão de uma presidência de direita mais agressiva.
As sondagens apontam vantagem para Seguro, que consolidou apoio entre parte da centro-direita que se uniu ao esforço contra Ventura. Alguns nomes da oposição evitaram endossar explicitamente qualquer candidato, mantendo a neutralidade. A campanha foi impactada por temporais que provocaram estado de calamidade em várias regiões.
Panorama dos candidatos e apoios
Ventura, líder do Chega, tem defendido uma agenda conservadora de curto alcance, e pode ultrapassar 32% dos votos, segundo analistas. Cotrim de Figueiredo, da Liberal Initiative, ficou em terceiro na primeira rodada, com cerca de 16%. Já Luís Montenegro, da PSD, não endossou nenhum candidato.
Apoios históricos foram anunciados por alguns veteranos da centro-direita, como Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, além de uma carta aberta com mais de 6 mil signatários de apoio a Seguro. Entretanto, Montenegro sinalizou manter distância do pleito.
Perspectivas e cenário político
Analistas sugerem que o resultado pode redefinir o equilíbrio do espectro de direita em Portugal. Se Ventura superar 32% dos votos, o Chega ganharia força relevante, com impacto sobre o espaço político tradicional.
Pesquisas divulgadas indicam que Seguro pode obter a maior votação já registrada por um candidato de primeira candidatura em cinco décadas. A expectativa é de que o vencedor tenha impacto significativo no debate público nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade