A controvérsia sobre a neve de Nova York ganhou força após a passagem da tempestade Fern. O prefeito Zohran Mamdani, de orientação socialista, é apontado por integrantes de veículos conservadores como responsável pela persistência das condições de neve e gelo nas vias da cidade. A cobertura começou dias após o evento, com a neve não ter derretido mesmo com temperaturas próximas do congelamento.
O New York Post, tabloide de direita, liderou o debate. A publicação afirmou que ruas arenosas e congeladas estavam atrapalhando deslocamentos e citou testemunhas que disseram ter escorregado em vias com gelo. A matéria também destacou impactos em pedestres, ciclistas e motoristas, sem atribuir a fatores naturais apenas à gestão municipal.
Críticas rápidas também chegaram a partir de figuras públicas associadas a veículos de opinião. Em entrevista à Sky News Australia, a editora do jornal ressaltou falhas de gestão no início do mandato e mencionou o ritmo de remoção de neve como inadequado. A repercussão se ampliou nas redes sociais, com mensagens de usuários que associaram a situação a falhas administrativas.
Paralelamente, dados oficiais reforçaram o contexto do momento. A Polícia de Nova York informou que janeiro, primeiro mês de Mamdani no cargo, registrou números historicamente baixos de crimes, incluindo menos homicídios, tiros e vítimas de tiroteio. A informação sugere que, do ponto de vista de segurança, o desempenho não ficou diretamente ligado à condição climática.
Sobre a operação de campo, a prefeitura divulgou que cerca de 2.500 trabalhadores da limpeza urbana atuam em turnos de 12 horas para remover neve e recolher lixo. O objetivo, segundo a administração, é manter as vias limpas e seguras para pedestres e veículos. A gestão afirma que o trabalho continuará até que cada rua esteja desobstruída.
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