Dos 27 governadores, 18 não poderão disputar a reeleição neste ano por força da legislação que impede três mandatos consecutivos no Executivo. Com oito anos no cargo, esses mandatários precisam buscar novos rumos ou indicar sucessores. A renovação prometida é uma das marcas das Eleições 2026.
Quatro governadores já sinalizaram a disposição de concorrer à Presidência. Ao menos seis também pretendem disputar vagas no Senado, em um ano em que 54 das 81 cadeiras da Câmara Alta estão em jogo. A indefinição de alianças deve se refletir nos palanques estaduais ao longo dos próximos meses.
Entre os políticos que podem tentar a reeleição, aparecem nomes como Clécio Luís, no Amapá; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra, em Pernambuco; Rafael Fonteles, no Piauí; Jorginho Mello, em Santa Catarina; Tarcísio de Freitas, em São Paulo; e Fábio Mitidieri, em Sergipe.
Quatro governadores já manifestaram intenção de concorrer à Presidência, com três do PSD de Gilberto Kassab. A legenda deve anunciar a decisão até abril. Entre os candidatos aparecem Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirma pretender a reeleição, ainda que pesquisas indiquem competitividade em uma eventual candidatura presidencial. Ele também indicou apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, em partes da disputa.
Além disso, seis governadores já sinalizaram planos de disputar o Senado: Antonio Denarium (PP-RR), Cláudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevedo (PSB-PB) e Fátima Bezerra (PT-RN). A renovação no Legislativo estadual tende a mudar o mapa de alianças.
Analistas destacam que a renovação imposta pelo teto de mandatos aumenta a importância da transferência de votos. Em Goiás, por exemplo, a boa avaliação de um governante que está prestes a sair pode favorecer a adesão de eleitores a seus candidatos.
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