Flávio Bolsonaro, senador de 44 anos e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, viajou a Jerusalém para apresentar suas credenciais como precandidato à presidência diante da internacional de ultradireita, reunida em uma conferência contra o antisemitismo organizada pelo governo de Israel. Em seguida, o dirigente visitou Bahrein e Emirados Árabes Unidos; a próxima escala indicada pela mídia local é os Estados Unidos.
Durante a passagem pela região, Flávio mantém uma agenda religiosa e simbólica: foi batizado no rio Jordão, rezou no Muro das Lamentações e visitou um memorial ligado à oposição ao Hamas. Em público, adotou figurinos que remetem a símbolos da região. O roteiro é parte de um esforço de exposição internacional para ampliar apoio entre aliados conservadores.
Segundo a imprensa, a viagem deve continuar com visitas aos Estados Unidos na próxima semana. O irmão Eduardo Bolsonaro, que atua como elo entre o clã e aliados estrangeiros, recebeu convite para participar de um evento em Mar-a-Lago, em 10 de fevereiro. A família busca ampliar contatos fora do Brasil.
No cenário político interno, as pesquisas apontam vantagem de Lula na corrida presidencial de outubro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sinaliza permanecer na disputa interna e buscar a reeleição, mantendo foco em políticas para o estado. Bolsonaro pai já indicou que pretende manter o capital político no filho mais velho.
Lula, de 80 anos, reforça agenda internacional com viagens à Índia e à Coreia do Sul neste mês e a Washington em março para encontro com Donald Trump. O presidente ressalta que não há temas proibidos em negociações, embora afirme a soberania brasileira como ponto central.
A corrida presidencial brasileira envolve coalizões complexas em 27 estados, com a necessidade de formar alianças entre diversas legendas até outubro. Pesquisas indicam que, apesar da distância de Lula, nomes da direita conservadora aparecem como favoritos a superar o entrave, em cenários de segundo turno.
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