A decisão do Superior Tribunal de Justiça que tirou José Gomes Graciosa do cargo de conselheiro do TCE do Rio abriu uma vaga no tribunal. A retirada ocorreu após condenação por lavagem de dinheiro, com pena de 13 anos de prisão. A remoção intensifica as negociações políticas no estado.
A vaga surge no momento em que o governador Cláudio Castro, aliado do PL, busca fortalecer sua posição em meio a negociações para um mandato-tampão. Aproxime-se de abril, com eleições indiretas para escolher um afastado até dezembro.
A oposição classifica a possível indicação de Castro como um movimento estratégico de força política, a ser utilizado em composição de alianças para o calendário eleitoral que se aproxima.
Quem são os candidatos mais cotados
Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí, aparece entre os nomes mais citados para ocupar a vaga. Delaroli é irmão do presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, e integra o eixo político ligado ao Palácio Guanabara, conforme apuração.
Rodrigo Abel, chefe do gabinete de Castro, é visto como o principal articulador do grupo próximo ao governador. Sua indicação fortaleceria a presença do núcleo político do atual governo no TCE.
Rodrigo Amorim, da base da Alerj, é apontado como o menos provável entre os três por ajustes políticos menores, segundo fontes ligadas ao Legislativo. Amorim ganhou notoriedade nacional em 2018.
Contexto e leituras políticas
A escolha deve ocorrer com rapidez, em função do calendário pré-eleitoral e da necessidade de manter governabilidade. A indicação pode alinhar interesses entre o governo estadual e a base na Alerj, além de influenciar o desenho de possíveis alianças para 2026.
A oposição já sinaliza resistência a qualquer indicação, prometendo reagir contra nomes que considerem alinhados ao governador. A disputa envolve a definição de votos e apoio em meio a tensões entre grupos dentro do PL.
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