Portugal realiza neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais, com 11 milhões de eleitores aptos, no país e no exterior. O pleito coloca o socialista moderado António José Seguro frente a André Ventura, líder da ultradireita, para definir o substituto de Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrou dois mandatos de cinco anos e não pode disputar a reeleição. Pela primeira vez em 40 anos, há segundo turno para a Presidência.
As urnas abriram às 8h e fecham às 19h, com as primeiras projeções a serem divulgadas cerca de uma hora após o fechamento. A votação ficou marcada pela forte influência da tempestade e das inundações que atingiram várias regiões nas semanas anteriores, o que levou ao adiamento de seções em alguns municípios. Em todo o país, cerca de 36.852 eleitores ficaram sem poder votar.
Panorama das candidaturas e cenário
No primeiro turno, realizado em 18 de janeiro, Seguro ficou na frente com 31% dos votos, seguido por Ventura, com 23,5%. A campanha, impactada pelas chuvas recentes, elevou a importância dos temas de estabilidade institucional e resposta a desastres naturais no debate público.
Aspectos logísticos e operacionais
As eleições foram adiadas em Santarém, Salvaterra de Magos, Arruda dos Vinhos e outras localidades afetadas pelas cheias do rio Tejo. A instituição responsável informou que a normalidade se manteve no início da manhã, apesar dos atrasos locais. O IPMA prevê chuva a partir da tarde, com neve nas áreas altas e ventos fortes em áreas litorâneas e de altitude.
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