A CAE do Senado deve exigir o compartilhamento de dados sigilosos do caso Master durante a votação de requerimentos nesta quarta-feira, 11. A iniciativa ocorre na mesma data em que a comissão terá encontros com a Diretoria da Polícia Federal e com o presidente do STF, Edson Fachin. O objetivo é evitar que informações relevantes fiquem inacessíveis aos trabalhos de apuração.
O relator no STF, Dias Toffoli, mantém sigilo total sobre os dados do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A CAE acompanha as investigações para ampliar o fluxo de informações entre as instituições envolvidas.
A criação de um grupo de trabalho no Senado, em 15 de janeiro, ampliou o acompanhamento das apurações sobre irregularidades atribuídas ao Master. O colegiado pode convocar autoridades e realizar visitas institucionais para detalhar os fatos.
Contexto do caso
Renan Calheiros, presidente da CAE (MDB-AL), afirma que o compartilhamento é essencial para evitar blindagens. O objetivo é assegurar que documentos sigilosos sejam analisados pela comissão, sem adiantamentos indevidos.
Interlocutores próximos ao Banco Central informam que a instituição tem atuado de forma técnica desde o início. O BC já conduziu visitas institucionais e mantém o canal de colaboração com a CAE, STF e TCU.
Diante dos fatos, a comissão também busca esclarecer eventuais falhas para evitar recorrências. Não há apregoamento de prisões ou medidas judiciais neste momento, apenas a tentativa de ampliar o acesso a informações.
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