O candidato socialista Antonio José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais em Portugal neste domingo, 8 de fevereiro, em Lisboa. Seguro recebeu 66,8% dos votos, ante 33,2% de André Ventura, líder do Chega. O resultado mostra a mobilização de eleitores contrários ao rival de direita.
Ventura teve pouco mais de 1,7 milhão de votos, um ganho de cerca de 413 mil em relação ao primeiro turno. O apoio do Chega também ficou acima do desempenho obtido no último pleito parlamentar, em maio do ano passado. A votação consolidou a presença do partido como segunda maior força no Parlamento.
Analistas destacam que figuras conservadoras respaldaram Seguro, um movimento raro na Europa, o que pode incentivar alianças centristas para limitar o espaço do Chega no futuro. Ainda assim, o desempenho sugere que o partido pode manter influência considerável no espectro político.
Cenário político
O Chega continua como principal força de oposição no Parlamento, com potencial para ampliar sua bancada, ainda que não tenha conseguido atrair a maioria do centro-direita. A eleição presidencial, porém, não redefine sozinho o equilíbrio parlamentar até 2029, quando há nova general.
Nas ruas de Lisboa, o debate divergiu. Alguns moradores afirmam estar mais confiantes de que o far-right não avançará, enquanto outros veem sinais preocupantes de crescimento do voto extremista na Europa.
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