A comissão do STJ responsável por apurar possível assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi terá apenas homens entre seus integrantes. Inicialmente, estavam no grupo Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Raul Araújo. Gallotti se declarou impedida e deixou o caso, sendo substituído por Francisco Falcão.
O STJ possui 33 integrantes, sendo seis mulheres. Quando a família da vítima entrou em contato com membros da corte para relatar o episódio, um grupo de ministras foi ao presidente Herman Benjamin para reportar os fatos. A sindicância é um processo administrativo que pode levar à aposentadoria compulsória do ministro.
Em paralelo, o boletim de ocorrência registrado pela família na Polícia Civil de São Paulo foi encaminhado ao STF, indicado como foro competente para processar ministros de cortes superiores. O encaminhamento ocorreu na semana passada, segundo informações oficiais.
Apenas na quinta-feira, 5, Buzzi entregou um atestado médico ao presidente Benjamin, alegando mal-estar e internação em hospital de Brasília. O documento tem duração inicial de dez dias, com possibilidade de renovação. Internamente, ministros avaliam o provável afastamento temporário durante a investigação.
Segundo a vítima, com 18 anos, o incidente ocorreu durante férias em Balneário Camboriú (SC). Ela estaria acompanhada dos pais na casa do ministro quando, no mar, teria sido agarrada à força. A jovem relatou o ocorrido aos pais, que deixaram o local ainda naquele dia.
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