Tom Homan, considerado o “czar da fronteira” da gestão de Donald Trump, esteve em Minnesota em janeiro, após a morte de dois manifestantes americanos durante operações federais. A ida ocorreu no contexto de críticas a ações de imigração de cunho agressivo.
Em entrevista para um livro ainda não lançado, Homan afirmou que uma abordagem ampla de deportação poderia perder apoio público. Segundo ele, manter o foco em prioridades de segurança manteria a confiança da população.
Dados divulgados mostram que menos de 14% dos quase 400 mil imigrantes detidos pela ICE no primeiro ano do segundo mandato de Trump tinham antecedentes ou condenações por crimes violentos. A estatística questiona o argumento de foco apenas nos casos mais graves.
Homan foi enviado a Minneapolis após a saída de Gregory Bovino, oficial de fronteira que virou referência pública na repressão imigratória. A saída ocorreu em meio a tensões locais e críticas a operações realizadas em várias cidades.
Apesar do anúncio de que 700 de cerca de 2,7 mil agentes deixariam a cidade, permanece o ritmo e o alcance de ações migratórias em nível nacional. O governo também divulgou que o tom de endurecimento pode não ser suficiente para conter as críticas.
Em 2025, as ações ampliaram-se com mobilização de tropas e envio de marines a Los Angeles. As informações sugerem continuidade das operações, mesmo com declarações públicas sobre possível flexibilização.
No livro, o ex-czar diz que priorizar imigrantes com crimes adicionais é essencial para a segurança pública. Também sustenta que ações com alvo indireto a pessoas sem crimes comprovados devem continuar sob certos critérios.
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