A Four Corners da ABC veiculou acusações de um ex-agente disfarçado de que Sajid e Naveed Akram já apresentavam sinais de radicalização anos antes do ataque que deixou 15 mortos na Bondi Beach. O material envolve alegações de avisos feitos à ASIO sobre a relação de Naveed com células associadas ao Estado Islâmico.
Segundo o ex-agente, identificado como Marcus, Naveed, então menor de idade, teria mantido contatos com membros de uma célula ligada ao IS em 2019. Marcus afirma que Sajid também expressou apoio ao IS em encontro com outro homem, em 2019. O programa sustenta que as informações foram repassadas à ASIO.
A ASIO, porém, rebateu as declarações do ex-agente com declarações públicas, dizendo que as supostas evidências eram não confirmadas e que Marcus é uma fonte unreliable. A agência afirma ainda que havia identificado Naveed como não representando ameaça contínua à época.
Contexto institucional e desdobramentos
O ataque de Bondi ocorreu em 14 de dezembro, com Sajid morto pela polícia e Naveed sob custódia em 59 acusações. A ASIO afirmou que o conteúdo foi avaliado com base em perguntas enviadas pela ABC antes da transmissão.
O programa também aborda o posicionamento de autoridades, incluindo o diretor-geral da ASIO, Mike Burgess, que enfrenta forte escrutínio no Senado. O episódio antecede uma futura comissão real sobre antissemitismo, resposta policial e coesão social, anunciada pelo governo.
Reações políticas reforçam o escrutínio sobre a avaliação de risco da agência. O senador Andrew Wilkie destacou a confiabilidade do jornalismo da Four Corners, ao mesmo tempo em que reconhece a importância de apurar as informações com rigor. A royal commission deverá examinar as alegações em disputa.
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