Flávio Bolsonaro (PL) assumiu a liderança do ranking de presidenciáveis elaborado pela Datrix, com ganhos expressivos após a divulgação da pré-candidatura e alinhamento estratégico da família. O movimento ocorre mesmo com Jair Bolsonaro, preso no complexo da Papuda, em Brasília, mantendo influência no ambiente digital. A estratégia é transferir a “herança digital” para fortalecer o filho 01 na disputa do Planalto em 2026.
O levantamento aponta que o índice mede engajamento, alcance e reputação nas redes, com foco no que acontece fora das bolhas. Em dezembro, Flávio já liderava; em janeiro, consolidou a dianteira, superando Lula, que sofreu impacto de temas internacionais e visitas a governos estrangeiros. Eduardo Bolsonaro segue ativo fora do país.
Flávio Bolsonaro lidera o índice com base em dados digitais
No fim de dezembro, Flávio tinha 36,09 pontos no índice; em janeiro, 37,18, ampliando a vantagem sobre rivais como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O estudo destaca que a melhoria ocorreu especialmente no chamado “mar aberto”: imprensa, influenciadores e atores externos à base de apoio.
Segundo a Datrix, o crescimento não se deu apenas pelo volume de postagens, mas pela reputação externa. A articulação política, incluindo apoio explícito de outros nomes da base, contribuiu para a percepção de unidade à direita e reforçou a posição de Flávio.
Impactos e leitura do estudo
Dados apontam que a liderança de Flávio manteve-se estável, com ganhos de reputação fora das redes próprias. O relatório entanto sinaliza que a eficiência da comunicação depende também da percepção pública sobre temas internacionais e da composição de alianças.
No lado de Lula, a queda na classificação foi associada a problemas de imagem decorrentes da relação com eventos internacionais e críticas a decisões políticas. O índice também ressalta que a migração de figuras para outros cargos pode influenciar o apoio dentro do eleitorado.
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