O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira (10) que o CNJ terá este ano como prioridade o combate à violência contra a mulher. A declaração ocorreu durante a primeira sessão do conselho após o recesso.
Fachin afirmou que serão promovidas iniciativas importantes, com foco no feminicídio e na violência sofrida por meninas e mulheres. A fala reforça o caminho institucional para ações públicas e judiciais vinculadas ao tema.
O anúncio acontece em meio a um formulário de risco institucional, com o STJ investigando o ministro Marco Buzzi por denúncias de importunação sexual. A situação envolve acusações de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, ocorridas durante passeio em Balneário Camboriú.
Investigações envolvendo ministro do STJ
Na segunda-feira (9), o CNJ abriu nova apuração sobre Buzzi após receber uma segunda denúncia. Nesta terça, o STJ afastou o ministro de suas funções para apurar as acusações. Também há uma sindicância interna, com conclusão prevista para 10 de março.
A defesa de Buzzi, representada por Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, sustenta que o afastamento é desnecessário e que há risco de corroídas garantias processuais. Eles afirmam que contraprovas ainda estão em coleta.
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