Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, concedeu entrevista a uma emissora francesa e criticou o governo de Emmanuel Macron. O conteúdo foi veiculado pelo canal CNews durante a cobertura de temas políticos internacionais e nacionais.
O senador afirmou que o governo francês é marcado pela extrema incompetência e disse que pode vir ao Brasil para campanhas que envolvem ações simbólicas, como fotos em áreas de preservação da Amazônia. A declaração foi dada enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso em Brasília e não pode concorrer.
Flávio Bolsonaro participou da entrevista no contexto de sua candidatura, apontando que o Brasil não toleraria mais quatro anos de governo de viés esquerdista, em paralelo a críticas ao governo francês. As falas foram divulgadas pela imprensa francesa.
Desmatamento e Amazônia
O senador afirmou que o bioma amazônico foi preservado durante o governo de seu pai, contestando dados de períodos anteriores. Segundo ele, o desmatamento no Brasil estaria relacionado aos governos do PT, com menções a um aumento durante o governo Lula.
Dados de instituições técnicas apontam que, em 2022, houve alta expressiva no desmatamento na Amazônia, segundo o Inpe, com variações significativas e recordes em áreas de floresta protegidas, conforme avaliações de especialistas.
STF e impeachment
No diálogo, Flávio descreveu o julgamento envolvendo o STF como uma trama golpista, citando o caso em que o pai foi condenado a cumprir prisão por decisões relacionadas ao tema. Ele também criticou o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de violador de direitos humanos.
O senador ressaltou que, pela Constituição, o Senado tem atribuição para analisar pedidos de impeachment de ministros do STF. Ele indicou ter sido indicado pelo pai para concorrer à Presidência diante de inviabilidade eleitoral do ex-presidente.
A entrevista ocorre em meio a disputas institucionais no Brasil, com foco em temas como desmatamento, atuação do STF e a possibilidade de impeachment de ministros, além de comentários sobre políticas externas. As falas ganharam repercussão na imprensa internacional.
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