Um grande júri de Washington DC decidiu não apresentar acusações formais contra seis parlamentares democratas que participaram de um vídeo em que pediam aos militares que recusassem ordens ilegais. A ação foi encaminhada pelo Departamento de Justiça, mas não resultou em indiciamento.
Os legisladores envolvidos no vídeo, entre eles Elissa Slotkin, Mark Kelly, Jason Crow, Chris Deluzio, Maggie Goodlander e Chrissy Houlahan, possuem histórico no serviço público, militar ou de inteligência. Slotkin organizou a gravação que orienta oficiais a resistirem a comandos ilegais.
Trump reagiu publicamente ao vídeo, descrevendo o episódio como comportamento sedicioso e apontando serias consequências para quem o praticou. A avaliação do caso pelo Ministério Público e pela Justiça norte-americana foi divulgada após informações de diligências em andamento.
Contexto
Para a defesa dos investigados, o vídeo apenas citou a legislação pertinente, sem incentivar ações fora da lei. Slotkin destacou que a decisão do júri reforça o estado de direito e citoupressões políticas sobre o andamento do processo. A parlamentar informou que o Departamento de Justiça já buscava entrevistas com a parlamentar.
Kelly criticou a atuação do ex-presidente e de assessores, afirmando que a tentativa de responsabilizá-los configura abuso de poder. Ele reiterou que a liberdade de expressão é essencial em uma democracia e que nada justificaria censurar vozes dissidentes.
Slotkin acrescentou que a justiça não deve ser instrumentalizada para prejudicar indivíduos com quem não concorda politicamente. A parlamentar ressaltou o papel do júri como fator determinante para manter a integridade do sistema judicial diante de pressões externas.
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