O debate sobre a possibilidade de o presidente Lula indicar um vice do MDB ganhou força, ampliando tensões regionais no partido. A aproximação é vista por lideranças do Norte e do Nordeste como chance de ampliar espaço no governo. Sul e Sudeste resistem.
Renan Calheiros revelou que Lula sinalizou o desejo de ter um vice do MDB, durante conversa na Granja do Torto. A informação foi veiculada pelo jornal O Globo. No mesmo dia, Lula convocou ministros para discutir cenários eleitorais e a troca de ministros que disputarão o pleito.
Entre os nomes citados para a vice-presidência estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. Renan Filho já indicou que deixará o governo até o fim de março para disputar as eleições em Alagoas, reduzindo a viabilidade nacional da candidatura.
MDB x MDB
Apesar do controle lulista, a ala do MDB contraria a aliança nacional com o PT. Levantamento interno mostra que apenas 10 de 27 diretórios estaduais são favoráveis a compor com Lula, enquanto 17 são contrários. São Paulo, Minas, Paraná e Rio de Janeiro aparecem entre os mais resistentes.
O racha ficou evidente após Baleia Rossi, presidente do MDB, reunir-se com Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para reforçar a parceria com o governador de São Paulo, candidato à reeleição. A movimentação aponta para tensionar a coesão do MDB.
No governo federal, a comparação entre manter o MDB unido ou não envolve riscos de derrota em convenção. A oferta de uma vice-presidência seria vista como instrumento para unificar a legenda em torno de uma coalizão com o Centrão.
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