O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, reconheceu ter visitado a ilha de Jeffrey Epstein, mas negou vínculos próximos com o financista. A- a admissão ocorreu durante audiência no Senado, em meio a pressões para sua renúncia após a divulgação de arquivos relacionados ao caso. Lutnick afirmou ter almoçado com Epstein, acompanhado de sua mulher e filhos, em 2012, durante uma viagem à ilha.
Em depoimento, o secretário disse terem ficado apenas os funcionários contratados por Epstein nas suas margens. Segundo Lutnick, o encontro foi de curta duração e não houve contato além do permitido pela viagem em família. A defesa sustenta que o relacionamento com Epstein terminou há mais de uma década.
A divulgação de documentos do Departamento de Justiça trouxe contradições em declarações anteriores de Lutnick, que afirmou não manter contato com Epstein desde 2005. A nova evidência aponta para uma visita à ilha em dezembro de 2012, gerando críticas de membros do Congresso sobre possíveis enganos.
Contexto e impactos
Diversos congressistas exigiram a saída de Lutnick da função, citando inconsistências entre declarações e documentos oficiais. O senador democrata Adam Schiff pediu a renúncia, enquanto o republicano Thomas Massie afirmou que o secretário deveria deixar o cargo. Líderes da Casa Branca reiteraram apoio ao secretário.
O congressista Robert Garcia reforçou que Lutnick mentiu sobre a relação com Epstein, destacando que o secretário afirmou não ter interagido com o bilionário após 2005. Lutnick, no entanto, disse ter sido apenas um visitante ocasional, sem envolvimento com atividades impróprias.
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