Susan Collins anuncia candidatura à reeleição no Senado dos EUA, em Maine, em meio a uma corrida acirrada que os democratas veem como chave para retomar a maioria na Casa. A senadora republicana de 73 anos entra na disputa buscando o sexto mandato, mantendo o discurso de espelho do espírito independente do estado, embora tenha tido divergências com o governo de Trump.
Colaborando para a análise: Collins tirou onda de resultados passados que mostraram sua habilidade de navegar entre apoio a agenda republicana e críticas pontuais a Trump. A prefeitura republicana tem mantido a leitura de que a escolha de Collins é crucial para a composição do Senado no próximo plenário.
A corrida ocorre em um momento de tensões sobre políticas de imigração, tema que pode pesar eleitoralmente para candidatos republicanos em todo o país. Uma operação recente em Maine resultou em centenas de prisões e gerou críticas pela possibilidade de prisões de pessoas sem antecedentes criminais.
Nos bastidores, Collins atribuiu a contenção do aumento de agentes federais em Maine a uma negociação direta com a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Isso é utilizado pela campanha para sustentar a imagem de eficácia na gestão de crises.
Cenário eleitoral em Maine
Entre os adversários democratas, o governador Janet Mills e o fazendeiro ostra Graham Platner aparecem como principais opções. Mills recebe apoio de muitos democratas estabelecidos e de grupos da esquerda, enquanto Platner ganha tração com um perfil antiestablishment e uma mensagem de igualdade econômica.
Mills acusa Collins de governar sem coragem, após a republicana ter votado a favor de financiamentos a agências de segurança. Platner questiona o papel das autoridades federais em Maine e pediu o desmembramento da DHS, além de criticar promessas da administração Trump.
Campaign finance e posições
Platner divulgou dados de captação superiores aos de Mills e Collins, segundo registros federais. O ex-candidato arrecadou quase 4,6 milhões de dólares; Mills, 2,7 milhões. Collins, mesmo sem ter lançado formalmente a campanha, terminou 2025 com mais de 8 milhões de dólares em caixa.
No passado eleitoral, Collins disse que não votou em Trump em 2016 e votou pela condenação dele após o impeachment em 2021 relacionado ao ataque ao Capitólio. Em outra frente, apoiou uma medida controversa para limitar o poder do presidente de agir sozinho na Venezuela, o que gerou críticas de Trump.
A eleição em Maine compõe o mapa de disputas que, somadas, podem redefinir a composição do Senado neste ciclo de eleições de meio de mandato. A disputa envolvendo Collins e Mills, com o brilho dePlatner, permanece entre as mais observadas pelos analistas políticos.
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