Matthew Doyle, ex-chefe de comunicações de No 10, foi suspenso da The Labour whip no Parlamento Britânico após vir a público que ele apoiou um amigo acusado de possuir imagens indecentes de crianças. O anúncio da indicação de Doyle ao Peerage ocorreu em 10 de dezembro, quando ainda não havia registro de que Downing Street soubesse do apoio ao colega Sean Morton.
Segundo o Ministério da Educação, a Downing Street afirmou que não teve conhecimento prévio do apoio de Doyle a Morton antes da decisão de conceder o título. A ministra das Escolas, Georgia Gould, informou à Sky News que a publicação ocorreu em 10 de dezembro, destacando que o primeiro-ministro avaliou a situação novamente para manter padrões elevados na vida pública.
A pressão envolveu também o Labor, com o presidente do partido, Anna Turley, sugerindo a retirada do título de Doyle em tom crítico, enquanto Gould evitou reiterar esse pedido e citou uma investigação em curso sobre o caso. O ministro afirmou ainda que o processo de avaliação para indicar membros ao Parlamento precisa ser revisto.
Repercussões e desdobramentos
O Sunday Times informou que Doyle manteve apoio a Morton mesmo após ele ter sido indiciado em 2016. A reportagem descreve viagens de Doyle à Escócia para apoiar Morton, que concorreu como independente usando uma faixa com o slogan Re-elect Sean Morton. O episódio ocorre em meio a críticas que atingem também a figura de Peter Mandelson, indicado por Starmer para atuar como embaixador em Washington, dada a proximidade com Jeffrey Epstein.
Doyle, em nota, pediu desculpas pela associação passada com Morton, afirmando condenar as ações para as quais Morton foi condenado e expressando solidariedade às vítimas. Enquanto isso, Pamela Duncan-Glancy, MSP, teve o mandato suspenso pelo Labor Escócia após revelações sobre a amizade com Morton, abrindo nova frente de questionamentos sobre a rede de contatos dos seus membros.
Entre na conversa da comunidade