Donald Trump revogou oficialmente, nesta quinta-feira, as conclusões científicas que fundamentavam a luta dos EUA contra o aquecimento global. A decisão eliminou as normas de emissões para veículos entre 2012 e 2027, conforme anunciado pelo presidente após reunião com Lee Zeldin, chefe da EPA.
Trump disse que a medida encerra a chamada declaração de perigo, política criada em 2009 pelo governo Obama. A EPA afirma que a ação acelera a desregulamentação e reduzirá custos para fabricantes e consumidores de veículos.
A revogação retira, em prática, os requisitos de medir, informar e cumprir normas federais sobre gases de efeito estufa em automóveis. A promessa é de que o impacto se traduza em maior competitividade da indústria automotiva norte-americana.
A decisão ocorre em meio a críticas sobre a resposta a desastres naturais desde o retorno de Trump à Casa Branca. A medida também pode afetar metas globais de combate ao aquecimento, incluindo participação no Acordo de Paris.
Segundo a EPA, setores de transporte e energia respondem juntos por cerca de 50% das emissões de gases de efeito estufa nos EUA. A agência também aponta que a revogação pode gerar economias de aproximadamente 1,3 trilhões de dólares para contribuintes.
Analistas jurídicos citam possíveis ações judiciais por parte de grupos que veem impactos na saúde pública e no meio ambiente. Governo e especialistas alertam para incertezas regulatórias que podem gerar litígios futuros.
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