Sir Leonard Blavatnik planeja vender quase 15% da Channel 13 a Patrick Drahi, magnata das telecomunicações. A operação é alvo de críticas entre jornalistas israelenses, que veem risco à independência da imprensa.
A venda foi anunciada em meio a críticas à gestão de Benjamin Netanyahu. Channel 13 tem coberto de forma crítica o governo e investigações sobre o premiê. Drahi já controla canais no país com cobertura menos pesada.
A União de Jornalistas de Israel emitiu nota dizendo que o negócio pode erodir ainda mais a liberdade de imprensa e descreveu como parte de um suposto plano governamental para capturar os meios de comunicação antes das eleições.
A transação envolve exatamente 14,99% do canal, o máximo permitido para venda a um concorrente com ativo de mídia existente. Críticos moldam o critério como favorecer o controle único por Drahi.
Atenção está voltada ao possível efeito sobre o conteúdo do canal. Anató Saragusti, da União, afirmou que a dependência financeira pode moldar a linha editorial, reduzindo pluralidade.
Resposta corporativa
O porta-voz da Access Industries negou pressões políticas para a venda a Drahi e disse que a escolha ocorreu por oferecer melhor negócio para o Channel 13, com aporte financeiro para estabilizar e ampliar o alcance.
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