Peter Murrell, ex-chefe executivo do SNP, é acusado de desfalcar £459 mil do partido, segundo documentos judiciais divulgados antes de audiência em Glasgow. A informação aponta que as irregularidades ocorreram ao longo de mais de 12 anos, entre 2010 e 2023.
Murrell, ex-marido da ex-primeira-ministra Nicola Sturgeon, deve comparecer na High Court de Glasgow na próxima sexta-feira para uma audiência preliminar. Os autos indicam que ele usou recursos do SNP para adquirir itens de alto valor.
Entre as acusações, está o desvio de £459.046,49 em fundos do partido, com compras ilícitas como um motorhome, dois carros de luxo e itens de cosmético. O jornal Scottish Sun publicou trechos dos documentos.
Segundo os documentos, Murrell teria adquirido um motorhome Niesmann and Bischoff Smove 7.4e por £124.550 para uso pessoal, usando recursos do SNP, e criou documentos de venda “falsos” para enquadrar a compra como despesa do partido.
Outras acusações incluem uso de £57.500 de verbas do SNP para a compra de um Jaguar I-Pace de £81.000 em 2019, além de faturas falsas para compras declaradas como negócios, como £12.042 na Apple Retail e £2.478 na Manufactum. Também é alegado o uso de fundos para pagar uma multa de estacionamento.
Murrell, que ocupou o cargo de CEO do SNP por 22 anos, não fez defesa formal na primeira comparência no tribunal de sheriff de Edimburgo no ano passado, recebendo liberdade mediante fiança.
A investigação, chamada de Operation Branchform, foi aberta pela Polícia da Escócia em 2023, com Murrell detido nesse ano e formalmente acusado em abril de 2024. Nicola Sturgeon também ficou sob investigação em junho de 2023, mas foi exonerada posteriormente.
Em suas memórias, publicadas no mês passado, Sturgeon descreveu choque com a operação policial em casa, descrevendo a cena como perturbadora e devastadora.
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