Os ministros do Supremo Tribunal Federal endossaram a atuação de Dias Toffoli como relator do inquérito do Banco Master, mantendo a validade de todos os atos praticados por ele durante a investigação. Em nota conjunta após reunião, o colegiado disse que Toffoli não estava impedido ou suspeito para comandar o caso.
A decisão ocorreu em meio a questionamentos sobre decisões tomadas por Toffoli, incluindo medidas de sigilo e de encaminhamento de informações. O grupo afirmou que houve “plena validade” dos atos e reiterou apoio ao ex-relator, enfatizando o interesse institucional.
Toffoli pediu para deixar a relatoria em meio a críticas relacionadas a suas ligações com familiares de Vorcaro. A saída foi formalizada por meio de texto assinado pelos dez ministros, liderado pelo presidente Fachin, que confirmou continuidade do processo sob nova condução.
Novo relator e desdobramentos
O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do inquérito no STF. O anúncio ocorreu durante a sessão plenária e aponta para a continuidade das investigações sob nova condução.
A mudança de relatoria coincide com investigações da Polícia Federal sobre vínculos entre Toffoli, Vorcaro e empresários. A PF já havia solicitado a suspeição do ministro e encaminhado informações para avaliação do STF.
Toffoli também revelou ser sócio de uma empresa ligada a fundos que participaram de negócios envolvendo Vorcaro, negando amizade com o banqueiro e o recebimento de valores. O episódio gerou debate sobre eventuais conflitos de interesse.
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