O governo dos Estados Unidos divulgou novas renderizações que apresentam a visão mais detalhada até agora do complemento de 400 milhões de dólares para o Salão de Baile da Casa Branca, ligado à East Wing. As imagens, enviadas pelos arquitetos do projeto e divulgadas pela National Capital Planning Commission (NCPC), mostram uma construção ampla, estimada em cerca de 90 mil pés quadrados, em várias perspectivas. A edificação fica alinhada com o casarão da Casa Branca.
As renderizações integram um documento de 28 páginas intitulado East Wing Modernization, com data de 11 de fevereiro, apresentado antes da audiência da NCPC marcada para 5 de março, na qual o conselho discutirá a proposta. O projeto tem recebido atenção desde o início por gerar críticas e controvérsias públicas.
Trump nomeou aliados para a NCPC e instalou integrantes fiéis no Commission of Fine Arts, órgão que também avaliaria o plano do salão. Segundo a CNN, as imagens foram removidas do site da NCPC pouco depois de serem carregadas na sexta-feira; a NCPC não respondeu a pedidos de comentário sobre a retirada.
Controvérsias e andamento
O projeto do salão tem sido alvo de debates desde sua divulgação. Em outubro, Trump começou a demolir parte da East Wing para abrir espaço ao novo salão, antes de submeter planos formais às autoridades competentes. Na época, assessores da Casa Branca afirmaram que a demolição não exigiria aprovação de comissões, e que os planos seriam apresentados aos órgãos apropriados posteriormente.
Ainda em dezembro, a National Trust for Historic Preservation ingressou com uma ação federal para impedir a construção, argumentando que o governo violou leis ao remover parte da estrutura sem devida revisão. Também naquele mês, o arquiteto inicialmente escolhido para o projeto foi substituído, com a White House optando pela Shalom Baranes Associates para liderar as obras.
O orçamento mais recente para o salão é de 400 milhões de dólares, financiado por doadores privados e grandes empresas, incluindo Meta, Apple, Amazon, Lockheed Martin, Microsoft, Palantir Technologies, Google e Comcast. Nesta semana, Trump publicou duas renderizações do salão em redes sociais, afirmando que o projeto está dentro do orçamento e adiantado em relação ao cronograma.
Envolvidos e próximos passos
Joshua Fisher, diretor do White House Office of Administration, defendeu a demolição da East Wing em um memorando de 5 de fevereiro, alegando que a reconstrução ofereceria a solução mais eficaz para questões de longo prazo e reduziria riscos. O memorando destaca que itens históricos relevantes foram preservados ou planejados para incorporação no novo prédio, incluindo elementos como o marco da East Wing, poltronas de cinema, colunas da East Colonnade e madeira interna.
As autoridades reiteraram que equipamentos pesados foram mantidos afastados da mansão para evitar danos estruturais e que o estado da fachada leste é considerado preservado. Além do salão, há planos para melhorias na experiência de visitação, com foco em áreas como Lafayette Park, Sherman Park e o Ellipse, além de fortalecer o sistema de controle de segurança para visitantes.
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