Lula participou da Sapucaí no domingo, em um desfile que chamou atenção pelo tom político. A escola Acadêmicos de Niterói estreou na elite carioca com um show de 90 minutos que animou a avenida e serviu como palanque público.
A comitiva incluiu Lula, Janja, o vice Geraldo Alckmin e ministros, além de apoiadores. A presença ocorreu em meio a avisos do TSE sobre limites da propagação eleitoral em eventos culturais. Houve tentativa de equilíbrio entre festa e observância das regras.
A letra do samba exaltou Lula sem pedir voto, e mencionou migração da família para São Paulo sem vincular data a votos. O refrão com slogans de campanha foi apresentado como expressão cultural, não como peça eleitoral. Jair Bolsonaro foi retratado sem menção a filhos.
A participação de Janja foi redistribuída: a primeira-dama deveria desfilar no último carro, mas acabou substituída por Fafá de Belém. A operação foi orientada pela bancada governista para evitar desvio de função e evitar exposição política direta.
Da Sapucaí para as redes, o impulso midiático ganhou contornos distintos. Levantamento da Bites, citado pelo jornal O Globo, aponta 5,8 milhões de interações entre domingo e segunda, com maioria de conteúdo desfavorável a Lula.
Repercussões e cenário eleitoral
Uma pesquisa Quaest divulgada recentemente indica que 57% dos eleitores entendem que Lula não merece um quarto mandato. A comparação entre custo e benefício envolve possível impacto entre eleitores independentes, decisivos na disputa de 2026.
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