O Ministério Público Federal arquivou uma investigação aberta no ano passado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A denúncia, recebida de forma anônima, listava crimes como genocídio na covid-19, milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da Abin e outras acusações.
O MPF considerou as alegações genéricas e sem documentação ou indícios que sustentassem a persecução penal. O despacho classificou as informações como inespecíficas e sem prova mínima para avançar com a investigação.
Segundo o órgão, comunicações anônimas podem apontar caminhos preliminares, mas precisam de indícios objetivos para virar procedimento formal. A prática é comum quando não há elementos verificáveis.
Arquivamento do MPF e histórico de apurações
Bolsonaro já teve outras investigações relacionadas à pandemia; em 2021, a CPI da Covid recomendou indiciamento por epidemia com resultado morte e infração sanitária. A PGR decidiu não apresentar denúncia com base naquele material.
Além disso, o ex-presidente está envolvido em inquéritos no STF, incluindo apuração sobre suposta tentativa de subversão da ordem democrática após as eleições de 2022. Não há relação entre esses casos e o arquivado recentemente.
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