O Ministério Público e a Polícia Federal realizaram buscas em endereços ligados à Receita Federal nesta terça-feira para apurar acessos ilícitos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus parentes. A ação envolve a investigação de possíveis vazamentos e uso indevido de informações sigilosas.
Segundo comunicado preparado pelo ministro Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República apura “diversos acessos ilegítimos” ao sistema fiscal e o subsequente vazamento de dados. O texto também menciona a existência de suspeitas sobre a instrumentalização dessas informações. Não há detalhamento público sobre quais ministros tiveram dados violados.
A investigação ganhou contornos adicionais ao apontar que informações foram extraídas de dispositivos vinculados a um empresário próximo ao caso Master. A Polícia Federal confirmou a coleta de dados em nuvens digitais associadas a Daniel Vorcaro, incluindo documentos que envolveriam contratos relevantes ao episódio Master e transações envolvendo a família de Moraes. Outras informações, segundo autoridades, podem esclarecer nexos entre as partes envolvidas.
Auditores fiscais apontaram que, embora haja responsabilização individual de eventuais agentes públicos, o episódio não pode ser usado para relativizar a atuação de magistrados. Moraes e Toffoli destacaram, em nota, que crimes de auditores não devem ser usados para desfigurar investigações e que a credibilidade do Judiciário depende da separação entre interesses pessoais e públicos.
A investigação permanece em andamento e busca esclarecer quais informações foram acessadas, de que forma ocorreram as violações e quais consequências legais poderão advir. As autoridades reiteram o compromisso com a apuração rigorosa e a aplicação das normas vigentes.
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