Palantir transferiu sua sede para Miami, de Denver, em uma mudança anunciada nesta terça-feira. A empresa de análise de dados deixa o Colorado após cerca de seis anos e passa a integrar a lista de empresas que migram para a Flórida em busca de um ambiente de negócios mais favorável.
A mudança ocorre após o presidente da Palantir, Peter Thiel, anunciar no fim de dezembro a abertura de um escritório em Miami para sua firma de investimentos. Thiel já possui residência em Miami Beach, enquanto a Palantir operava a partir de Palo Alto e, mais recentemente, de Denver. A companhia não revelou detalhes adicionais ou respondeu a pedidos de comentário.
A retirada da Palantir de Denver sucedeu a protestos frequentes contra a empresa na cidade. Críticos apontam participação da Palantir em operações de imigração do governo federal, incluindo uso de plataformas para vigilância de imigrantes. A empresa assinou, ainda, contrato relevante com o NHS britânico, gerando questionamentos públicos.
Analistas apontam que a mudança reforça o movimento de grandes capitais para a Flórida, influenciado por propostas de alívio regulatório e tributário. O estado tem atraído bilionários e corporações, em meio a debates locais sobre taxação de fortunas e políticas de negócios.
Do ponto de vista financeiro, a Palantir superou expectativas no quarto trimestre de 2025, com 66% de crescimento anual na receita de contratos governamentais, alcançando 570 milhões de dólares. No entanto, as ações da empresa caíram cerca de 20% no início de 2026, segundo dados de mercado.
Entre as operadoras de governo, a empresa tem enfrentado críticas de ativistas e políticos locais. Em Colorado, ativistas de imigração e reguladores avaliam impactos de longo prazo de investimentos em tecnologia de vigilância. Em nível nacional, a campanha de oposição ao Palantir tem mapeado doações de executivos da companhia a campanhas políticas.
Autoridades locais em Florida e representantes de associados a grandes empresários têm discutido impactos da mudança. Em posts no X, integrantes da oposição destacam riscos a liberdades civis e à privacidade, enquanto apoiadores destacam incentivos para o ecossistema tecnológico regional.
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