A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) criticou as medidas tomadas pelo STF contra um auditor da categoria suspeito de participação no vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte. A entidade afirma que a atuação protela julgamentos técnicos e pode representar precipitação.
A operação, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 17, mirou o auditor Ricardo Mansano de Moraes, lotado na delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP). Ele teve sigilos fiscal e bancário quebrados, foi afastado das funções e está proibido de deixar o país.
Além dele, dois técnicos da Receita e um servidor do Serpro também foram alvo da ação policial. A Unafisco aponta risco de uso da categoria como bode expiatório e destaca que a sanção deve ter fundamentação robusta, com lastro probatório consistente antes de afastamentos.
Contexto e reação da instituição
A Unafisco alega que não é a primeira vez que medidas desse tipo são adotadas sem conclusão técnica. Em nota, a associação cita casos de 2019, quando auditores foram afastados sob acusação similar, sem lastro probatório comprovado posteriormente.
A entidade ressalta que a Receita Federal é um órgão de Estado e que seus servidores não devem sofrer exposição pública ou constrangimentos institucionais antes de as apurações serem concluídas. A nota reforça o compromisso com a legalidade e a rastreabilidade dos sistemas.
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