Na sessão do Supremo Tribunal Federal, que tratou do relatório da Polícia Federal sobre um fundo ligado ao Banco Master e ao envolvimento da família do ministro Dias Toffoli, surgiram relatos de que Flávio Dino teria comentado que um tema de grande vulto econômico não seria o problema do país. Segundo a imprensa, ele também teria classificado o relatório da PF como lixo jurídico; as frases atribuídas não foram desmentidas até o momento.
Flávio Dino foi filiado ao Partido Comunista do Brasil por quinze anos e governou o Maranhão entre 2015 e 2022. O estado é o mais pobre do Brasil, com PIB per capita de aproximadamente R$ 22 mil por ano, segundo dados de referência. A renda domiciliar per capita é de cerca de R$ 1.078 mensais, abaixo da média nacional.
Ainda segundo levantamentos, o Maranhão apresenta taxa de analfabetismo acima de 15%, superior à média do país. O acesso a redes de esgoto é inferior a 20% em muitas cidades. O estado tem menor renda por habitante entre as unidades da Federação, contrastando com estados mais ricos como São Paulo e o Distrito Federal.
Outro indicador relevante é o salário dos ministros do STF, que supera os R$ 46 mil mensais. Com encargos e benefícios, o rendimento anual bruto fica acima de meio milhão de reais. Em comparação, a renda média no Maranhão é bem menor, o que, segundo análises, amplia o contraste entre o teto remuneratório e a realidade local.
Em 2022, Dino declarou ao TSE um patrimônio de cerca de R$ 825,7 mil. Em um estado cuja renda anual média por pessoa fica em torno de R$ 13 mil, esse montante representa mais de 60 anos de renda média acumulada.
O valor de 16 milhões de reais, segundo a matéria, equivale a quase dez mil salários mínimos. O destaque fiscal e financeiro a esse montante é utilizado para comparação com padrões de remuneração e patrimônio ao longo do país.
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