O Planalto aponta possível uso político de críticas a Lula durante o Carnaval. Conforme a Secretaria de Comunicação, houve identificação de impulsionamento pago de posts com informações enviesadas sobre a atuação do governo no desfile das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro. A defesa é de oportunismo eleitoral.
Sidônio Palmeira, chefe da Secom, afirma que não houve pesquisa oficial sobre o desfile e que o governo não interfere na criação dos enredos. Segundo ele, há investimento milionário para ampliar uma polêmica considerada falsa por meio de postagens com conteúdo crítico ao Planalto.
O governo avalia acionar a Justiça Eleitoral para apurar a possível prática de terceiros que pagariam para ampliar alcance dessas publicações. A ideia é esclarecer o financiamento de conteúdos que atacam o presidente Lula.
A Acadêmicos de Niterói levou ao samba-enredo críticas à trajetória do presidente, incluindo ironias sobre adversários políticos. Em uma das passagens, Jair Bolsonaro foi retratado com o palhaço Bozo, e outra com uma lata identificada como “Família em conserva”.
Ontem, a escola foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro, para o próximo ano. A decisão abre espaço para disputas no próximo Carnaval, mantendo o foco em mudanças no desempenho das próprias agremiações.
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