Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou aos integrantes da presidência da CPMI do INSS que não irá mais comparecer à oitiva marcada para segunda-feira, 23. A sessão trataria de irregularidades em descontos e operações financeiras que atingiram aposentados e pensionistas do INSS.
A decisão ocorre após o ministro do STF André Mendonça tornar facultativo o depoimento do banqueiro. Mesmo assim, Vorcaro tinha se comprometido a falar à CPMI até a manhã de hoje. A Comissão também aguardava a divulgação de novos dados.
A mudança se deu porque Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, devolvesse à CPMI os dados obtidos com a quebra de sigilos fiscal, bancário e telemático do empresário. Com isso, o colegiado poderia reter o acesso às informações já liberadas.
Em dezembro, a CPMI autorizou a quebra dos sigilos de Vorcaro, mas Dias Toffoli determinou que as informações ficassem sob custódia de Alcolumbre. A comissão foi informada de que o material só seria acessível após conclusão das investigações pela Polícia Federal.
Segundo um integrante da CPMI, o cancelamento da oitiva facilita a avaliação das informações reunidas pela PF sobre as fraudes do Banco Master. A expectativa é alinhar o andamento da investigação com a agenda da comissão.
Vorcaro, que reside em Belo Horizonte, está em prisão domiciliar por ordem do TRF1. A decisão de não comparecer não altera formalmente o status do depoimento, já que Mendonça havia flexibilizado a presença. A CPMI permanece acompanhando o caso.
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