Michelle Bolsonaro é alvo de cobranças nas redes por posicionamento político que, na visão de apoiadores, favorece Tarcísio de Freitas em detrimento de Flávio Bolsonaro. Militantes de direita criticaram a ex-primeira-dama por não promover o irmão na disputa presidencial e por priorizar conteúdos com o governador de São Paulo.
Segundo avaliações da base bolsonarista, ao repetir vídeos de Tarcísio desconsiderando Flávio, Michelle sinaliza enfrentar o indicativo de vice do centrão na chapa que envolvia o senador. A leitura entre apoiadores é de que o espaço dado a Tarcísio contorna a indicação de Flávio para disputar o Planalto.
Nos comentários de publicações de Michelle, houve ironias e descontentamento. Perfis com dezenas de milhares de seguidores registraram mensagens em tom de provocação, sugerindo que a ex-primeira-dama divulga a candidatura de Flávio apenas de forma indireta.
O histórico de postagens de Michelle mostra pouco ou nenhum engajamento com o pré-candidato do bolsonarismo, ao passo que conteúdos favoráveis a Tarcísio aparecem com frequência. A reportagem do UOL apontou esse padrão, destacando a ausência de menções a Flávio desde a indicação.
Michelle também foi alvo de contestação ao atrapalhar o marido em manifestações públicas. Jair Bolsonaro chegou a adiar uma entrevista marcando apoio a Flávio, após orientação de assessoria e pressão da esposa. A prática é interpretada como tentativa de evitar que o ex-presidente expresse publicamente apoio.
Diante das críticas, a ex-primeira-dama respondeu aos seguidores de forma firme, afirmando que o perfil é privado e que a curadoria de vídeos é de sua responsabilidade. A mensagem foi publicada no próprio post, sem reforçar o debate político.
A assessoria de Michelle foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento deste texto. O posicionamento oficial pode ser incluído conforme houver definição.
Repercussões para Flávio e para o PL são tema de debatedores próximos: há quem avalie que a postura de Michelle possa fragmentar a base da direita e dificultar o enfrentamento ao PT, em outubro. O ambiente interno no PL também é lembrado por críticos como motivo de atritos.
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